A LONGA CAMINHADA (Não Necessariamente Para o Oeste)

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Barbara Batgirl


A bonequinha que daria de presente.

Nesses últimos anos fiquei mais em casa refletindo a minha vida atual: dos erros que cometi e do caminho que seguir. E foi nesse período que, em 2015, uma amizade virtual nasceu da mesma forma que meses depois morreu: Barbara Batgirl.

Por volta de maio do ano passado estava olhando coisas antigas que a tempos não usava na Internet. E foi numa dessas coisas que encontrei seu perfil num dos meus grupos de quadrinhos pela web. Na época ela usava a sua própria imagem, mas com esse nome da personagem da DC Comics. Fiquei curioso e fui fuçar seu perfil. Além de (é claro!) imagens da personagem Barbara Gordom, tinha muitas fotos reais suas e vi que era muito bonita, gata mesmo!!

Então como não quer nada comecei a puxar assunto com essa menina e vi que ela era muito simpática. Receptiva, ficamos horas e horas conversando, até por webcam. Acho que passou semanas seguidas em que quase todo dia conversava com ela. Depois de um tempo parecia que a conhecia de anos de tanta afinidade que existia conosco. A gente conversa de tudo, de quadrinhos, músicas, relacionamentos... Até que aconteceu nessas conversas um certo "clima" entre a gente, todavia eu deixava tudo nas formalidades. Afinal, ainda tava me recuperando de frustrações anteriores. E isso aborrecia tanto ela que perguntava o porquê de eu ser assim. Eu dizia que seria um atraso na vida dela e que merecia alguém melhor e menos complicado.

Sabendo disso ela insistiu em saber o porquê de achar que eu seria um atraso para sua vida. No início hesitei, procrastinei o máximo que podia... mas acontece que ela insistiu tanto, tanto... que eu pensei "por que não?" - Então tive a coragem que nunca tive com ninguém antes, nem com pessoas mais próximas tinha feito:

DE CONTAR TUDO!!!

Bonequinha da Batgirl. 

Sim, contar tudo sem censura de todas as cagadas que fiz na vida ao longo desses anos (mais precisamente 2009 ~ 2014). Arranquei do meu peito todas as aflições que estavam no meu peito apodrecido por tanto tempo. É claro que ficou toda horrorizada. Coitadinha, ela não merecia isso... É complicado contar problemas muito íntimos para pessoas que não tenha uma empatia muito apurada, ou pior, que meses antes nem sabia de sua existência. Mas não vou mentir: eu sentir um enorme alívio da primeira vez de ter alguém para contar tudo, tudo mesmo. De qualquer forma depois de ver sua reação, decidi que ela foi a primeira e última pessoa que fiz isso.

Queria visita-la, tanto que comprei numa rede de restaurantes que vendia os personagens do Batman uma bonequinha da Batgirl. Pensei que era o presente perfeito para ela... mas aí era tarde, pois esse encontro nunca aconteceu.

Depois teve outras tretas (que prefiro não contar aqui) que acabou a amizade de vez. E assim mais uma vez uma menina ficou com raiva de mim. Engraçado que, diferente das outras vezes, não fiquei tão pra baixo. Acho porque desde o início não quis me apegar por precaução, fiz bem. E assim uma amizade que começou de forma inusitada, acabou da mesma forma. É uma pena, eu gostava mesmo dela e realmente queria conhecer pessoalmente...

Talvez se tivesse conhecido 15 anos atrás, a realidade da gente seria outra. Acho que foi isso: conheci a pessoa certa no momento errado. Pelo menos terei a bonequinha para toda vez que eu quiser lembrar dela.

Batgirl agora tem outro significado para mim.

Sabe o que é curioso? É que antes a tal personagem do universo do Batman nunca me interessei. Tirando um quadrinho aqui e ali, raramente parava pra saber de sua história. As únicas coisas que sabia (por alto) era dela ser filha do comissário Gordom e por causa do Coringa tinha ficado paraplégica, usando assim cadeira de rodas. Agora essa personagem terá um significado diferente para mim, principalmente toda vez que olhar para essa bonequinha que era um presente, mas agora ficou pra mim mesmo:

Da menina da web que usava a alcunha de "Barbara Batgirl".

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Halley


Ganhou o nome de um personagem que ganhou de um cometa
que ganhou de um astronômo.

Já faz 30 anos que o cometa Halley passou por aqui. Eu apesar dos meus poucos cinco anos de idade, lembro meio que vagamente do acontecimento.

Tá, e por que falei esse blá, blá, blá todo? Simples! Porque tenho um gato chamado Halley e ontem fez quatros anos que ele foi operado.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Amor Puro


O amor puro se importa, compartilha e liberta.

Sabe, as pessoas tem uma ideia errada do amor. Ideia de que para se amar alguém é preciso mostrar apego, ciúmes ou coisa parecida. Isso não é amor, pelo menos para mim não. Esse sentimento de posse não.

Já estamos em 2015 e ainda tem gente que dar todos seus dados para pessoa em que se relaciona. Nunca vou entender... Esse negócio de dar senha de rede sociais para pessoa que namora como prova de confiança pra mim não cola. Quem confia não pede senha de e-mail, rede social... Pois se a outra quiser trair, não é com esse gesto que vai impedir.

Quando uma pessoa decidi por você com quem deve se relacionar a ponto de exigir que bloqueie, não é amor, é prisão. Se tivesse uma namorada que mandasse bloquear alguém que não vai com a cara, era mais fácil eu bloquear a namorada. Talvez seja por isso que não tenha uma.

Enfim, certa vez eu vi em um vídeo de uma palestra em que quando o amor é genuíno... você não impõem condições, não prende ele, é incondicional. E assim que acredito no amor, pois se alguém está perto de você sem ter uma razão que o force, esse amor tem grandes chances de durar por toda uma vida. Meio platônico, né? Mas é assim mesmo. Talvez seja o amor puro a forma mais verdadeira, mas também a mais difícil de se conseguir.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Urd, minha Amidala


Dois dias atrás fez 10 anos que vi Star Wars Episódio 3 nos cinemas. O filme com o título "A Vingança dos Sith" mostra o fim da República e a ascensão do Império, além da esperada transformação de Anakin Skywalker em Darth Vader. Porém o motivo depois de tanto esse tempo falar desse filme é sobre um sentimento nele é abordado: o apego. E que ele teve para mim um significado muito importante dias depois, mais precisamente no dia 27 de Maio de 2005, 10 anos hoje... Já falo pra quem chegou aqui que este texto vai tá cheio de spoiler. Por isso, quem ainda não assistiu o filme, fecha a aba e assista ele primeiro. Que já viu, pode continuar.

Assim como Anakin, o apego me levou as mais profundezas dos sentimentos.

E por que isso!? Por que esse filme teve um significado pra mim principalmente no dia de hoje? Bem... Primeiro tenho que contar o porquê do sentimento "apego" é tão importante no filme e por tabela foi pra mim dias depois. Nos filmes anteriores, Anakin foi recrutado para ser um futuro Jedi. O problema é que ele foi pego muito tarde, entretanto o jedi e possível futuro mestre Qui-Gon Jinn via nele como o futuro "escolhido" que equilibraria a força, mesmo que pra isso fosse contra a ordem de seus superiores. Entretanto no decorrer da história, ele faleceu e a incumbência de treinar o pequeno garoto ficou ao seu discípulo Obi-Wan Kenobi. Contra a sua vontade ele acatou o último desejo do mestre moribundo e treinou o pequeno Anakin.

Desde cedo teve que lidar com a separação da mãe, pois os dois eram escravos e só ele foi liberto. Os Jedis não pode ter laços, pois eles precisam praticar o altruísmo... E sua ligação não fazia ele se transformar no um guardião completo, apesar da habilidade acima da média. Impulsivo, Anakin só fazia o que dava na telha, desobedecendo seu mestre muitas e muitas vezes.

E uma das desobediência foi se envolver emocionalmente com a rainha Padmé Amidala, que secretamente casaram, algo proibido para os jedis. No último filme em questão, por conselho jedi está proibindo de ganhar o título de mestre, Anakin se irrita e acha que o conselho está impedindo de crescer porque sabem que é o melhor, isso na visão dele. E isso numa época que sua agora esposa Amidala está grávida de gêmeos (que quem conhece a história sabe quem são).

E afinal de contas: e o porquê da comparação?

O apego pela Urd foi tanta que levou meu cabelo junto.

Bem, é que na época em que eu senti a angústia de Anakin de não poder salvar quem o ama nos cinemas, dias depois aconteceu aconteceu a mesma coisa comigo: Urd.

Como já contei antes, Urd era uma gatinha especial que encontrei numa pequena árvore pendurada miando.

Assim como Anakin eu fiquei todo desesperado tentado salvar-la sem sucesso. O apego foi tão grande que corte minhas grandes tranças (pela 1ª vez desde que comecei a deixar o cabelo crescer) e a enterrei junto com eles. Foi um espanto, minha mãe achou que tava pirando da batatinha, conversou com minha tia e falecida avó com medo... E com certa razão.

Fiquei me culpando e questionando o porquê de não ter conseguido salvar a sua vida. Lembro que na época eu estava fazendo o PREVUPE e quando voltava de ônibus na linha Barro/Macaxeira (Várzea) e olhava sempre para o céu e tentava conversar com ela, chorando e pedindo desculpas caso pudesse me ouvir de algum lugar.

O apego a gatinha era tão grande demorei muito tempo para me recuperar, foi coisa mais triste que acontece naquele ano... Um ano interessante, em que estudava num pré-vestibular nos fins de semana, trabalhava como voluntário aprendiz no Hospital das Clínicas da UFPE e fazia um bico mais ou menos oficial no GOVINDA, restaurante vegetariano Hare Krishna que existe no centro de Recife, perto da Esuda e a UNICAP. Foi um ano muito bom... Mas teve essa morte dessa gatinha que me marcou muito.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

A Vida [VLOG #1]


Finalmente, depois de alguns meses de já ter lançado o piloto, posto outro vídeo!!


He, he, he... Esse aqui foi filmado no cemitério de Santo Amaro. Tinha indo lá pra ver se encontrava a tumba do meu saudoso amigo Alcides, mas parece que depois de 5 anos ele já foi retirado (eu não entendo esses procedimentos, enfim). Aí aproveitei e fiz esse vídeo, clique na legenda:


Ainda estou filmando com a minha câmera antiga. Ela não é boa para captar som, mesmo num lugar silencioso como esse. Acho que tá na hora de comprar uma melhor... e em HD.

segunda-feira, 30 de março de 2015

O Caso Roger X Briggs


Algo raro é eu fazer uma postagem de última hora, visto que sempre penso previamente como e quando vou postar alguma coisa. Entretanto pelos acontecimentos nesses últimos dias, resolvi dar a minha opinião a respeito de um assunto em que estão crucificando um artista por causa de sua personalidade.

Jogos dublados, algo que sempre sonhava na minha infância, acontecem hoje...

Em primeiro lugar vou falar o que penso sobre artistas que não são dubladores se envolvendo no mundo da dublagem. Penso o seguinte: se para alguma pessoa comum poder dublar tem que ter o DRT, logo ser ator, então isso devia valer para alguém famoso. Em outras palavras, os únicos artistas não dubladores que poderiam dublar seriam os atores (apesar que na real nem mesmo eles eu queria que dublassem).

Em segundo o que achei da dublagem de Roger Moreira, cantor da banda "Ultraje a Rigor: ora, como era de se esperar não está boa em comparação a dubladores profissionais. Entretanto para quem, eu imagino, nunca dublou algo na vida até que está "ouvível". Seria infantilidade da minha parte comparar com grandes dubladores da atualidade, como Ricardo Schnetzer ou Francesco Brêtas por exemplo.

Em terceiro Guilherme Briggs, o dublador por trás de toda essa polêmica, usou de má fé quando retweetou (copiando o texto e colocando RT) a suposta ofensa, colocando só o nome dele e não do cara que provocou o Roger. Além de que ele não é o exemplo perfeito para falar de aceitar críticas pacificamente se nem ele o fez em caso anterior. Que caso? Aquele em que foi criticado pela tradução de um mangá bem "tupi guaranizado".

Por isso que essa bronca em cima do cantor é infundada, visto que já era de se esperar uma qualidade abaixo do esperado por causa da experiência do mesmo. Se existe algum culpado nessa história seria quem o contratou a direção de dublagem que deixou passar como produto final.

"Fiquei 4 dias dublando a porra do jogo, sendo orientado por um diretor que aprovava o que eu fazia ou não. A própria EA, nos EUA ouvia e aprovava ou mandava observações com correções. Essas críticas, de técnicos, eu não só aceitei como corrigi. O jogo é um sucesso e recebo elogios a toda hora, muito mais do que "críticas" (na verdade, ofensas gratuitas de quem já não gosta de mim ou me inveja). Agora um bando de bunda-moles cheio de espinhas se considera técnico em dublagem só porque fica o dia inteiro jogando video-game. Parem de chorar, a dublagem é essa, fim. Foi uma escolha da EA e não minha."

Bem, na minha opinião estão querendo aproveitar a deixa para detonar o cantor, principalmente por causas de suas posições políticas. E como ele tem a fama de polêmico e de não levar desaforo pra casa, ficou bem fácil para os Haters. Tem também o lance de ele ter se envolvido logo com o "queridinho da dublagem", cujo a idolatria que existe sobre beira a quase uma religião. Ai de você falar alguma negativa dele: virão todos fãs devotos xiitas pra cima de você. Já tive experiência assim no passado e agora não foi diferente.

No mundo da dublagem são fãs mais chatos que existem...

Vídeos do Senhor Bigghu

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